sábado, 5 de fevereiro de 2011

O que é a vida? Ora, a vida é uma bela arte!


por Cleber D. Graüth

Você sabe que a vida é uma bela arte não é mesmo? Se há um movimento artístico que mais deve representar esta bela arte, este movimento se chama Dadaísmo. Este movimento artístico da chamada vanguarda artística moderna, nasceu em Zurique em 1916 no chamado Cabaret Voltaire. Entre muitos aspectos dentro deste movimento, eu queria ressaltar a dica de receita para fazer poesia que eles ensinam:

Pegue um jornal.

Pegue a tesoura.

Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.

Recorte o artigo.

Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.

Agite suavemente.

Tire em seguida cada pedaço, um após o outro.

Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.

O poema se parecerá com você.

E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.


Agora vou dar um exemplo de como se faz isso na vida:

Pegue um encontro, pode ser com um filme, um livro, uma música, uma pessoa, um conceito filosófico.etc. Pegue a sua consciência. Escolha no encontro um aspecto, um artefato. Isole este aspecto, fixa em sua consciência.Cole depois na sua vida. Ou seja, comece a praticar aquele aspecto. É sobretudo um exercício de colagem. E então sua vida será uma bela improvisação. Mas antes de tudo é preciso ter vontade e aquela inquietação que precede toda mudança do espírito, e que acompanha todos os artistas da vida. Então, mãos a obra!

4 comentários:

Priscila De Oliveira disse...

Prometi uma visita e aqui estou. Gostei muito do seu blog, sobretudo da forma como fala das mulheres, seus textos tocantes e aguçam os sentidos. Gostei! Parabéns! Beijo
Priscila de Oliveira

Borderline disse...

Tabula rasa!
Ou quase...

Ká ou Kaká. disse...

Às vezes, recortar e ser recortado, dói. Saber fazer o recorte também é uma bela arte, não?

Beijo.

Milca disse...

Somos o que somos, uma colagem será um remendo, não ponha remendo novo em pano velho ele se romperá.

Poema Dadá a contra arte que virou arte contra ela mesma.